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Sobre Marrie Ometto

Marrie Ometto é o codinome na internet de Marilia Ometto Seiffert Popin. Mãe, Escritora, Economista, Piracicabana, Esalqueana, virginiana, metódica mas também criativa, pilhada mas fascinada pelo slow parenting. Ao ser mãe, reaprendeu a ser mulher.

Autora do Site Mamãe Plugada, hoje com mais de 1 milhão de visualizações de página mensais. Tem textos com mais de 700 mil compartilhamentos na maior rede social atual, o Facebook. O “Desapareci quando virei Mãe” foi um texto marcante em suas reflexões, merecendo virar livro tamanho foi o impacto dele na vida das leitoras e o feedback do quanto o texto ajudou muitas mães a reencontrarem-se.

Psiu, nova Mamãe: eu sei o que você está passando… Mas já te adianto: isso passa!

Ei, você mesma que está aí com uma olheira enorme, as costas curvadas de tanto carregar o bebê o dia todo, o corpo pedindo por um banho ou uma simples ida ao banheiro a sós...

Eu sei o que você está passando. Eu também tive um grande choque ao ser mãe e não foi no sentido de dor, mas de anestesia. Vivi por ela sem que eu me desse conta disso. Eu me sentia plena cuidando de tudo. Com olheira preta nos olhos e o coração transbordando cores. Com um cansaço absurdo, mas morrendo de amores.

E enquanto ela achava ser parte de mim, correspondi entregando-me de corpo e alma para ela. E sinceramente, não dei valor para o resto. Hoje eu percebo. Naquele momento, nem me tocava, num cenário onde tudo ruía: casamento, carreira, vida social.

Até que minha bebê foi se desenvolvendo, quis ir criando sua própria personalidade, dando ela mesma um toque implícito para o meu despertar. Foi quando enfim enxerguei que estava transparente, quase desaparecida.

E percebi que ela não precisava mais de uma mãe que vivesse por ela numa fusão de almas: ela precisava agora de uma mãe inteira, uma mulher forte e acima de tudo humana, sendo assim, incapaz de dar conta de tudo com a perfeição que me cobrava anteriormente.

Não tema entregar-se à maternidade plena enquanto precisar disso, mas esteja aberta para perceber os sinais de quando já está na hora de voltar. Não a mesma. Mas outra. Em corpo e alma metamorfoseados. Mas ainda assim, mulher! Uma nova e linda mulher.

Repercussão

Amo esse texto. Não apenas por ter escrito com a alma, mas por ter tocado nessa "imperfeição" (ou humanidade?) em um...

Publicado por Mamãe Plugada em Domingo, 7 de agosto de 2016